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Governo estuda restrição à propaganda
O ministro Humberto Costa (Saúde) tem em mãos, desde 13 de maio, o projeto de uma política pública contra o álcool, fruto de conturbados nove meses de discussões de um grupo interministerial. Segundo a assessoria do ministério informou na sexta-feira, Costa ainda não se decidiu. Entre as propostas está a de proibir a propaganda de álcool até as 23h.

Inicialmente, o ministério defendia o banimento dos comerciais, algo que, para alguns especialistas, é uma das principais medidas para proteger os mais jovens. Hoje a propaganda de cerveja não tem restrição de horário.

"Não há projeto [fechado] sobre essa questão específica", informa ainda o ministério ao ser indagado sobre medidas para proteger os jovens. Uma das idéias é a de restrição à venda perto de escolas.

O ministério enfrenta forte resistência, principalmente da área econômica do governo, que vê nas restrições uma ameaça, principalmente quando o assunto é sobretaxar -e conseqüentemente encarecer- o produto. Os fabricantes de cerveja dizem que seu produto é o que mais paga tributos, R$ 6,5 bilhões por ano. E o Ministério da Fazenda teme que a sobretaxação leve ao crescimento do mercado ilegal.

O Consenso Brasileiro sobre Políticas Públicas do Álcool, feito por 26 especialistas brasileiros, aponta que a população jovem é uma das mais sensíveis ao aumento de preço e que a redução da densidade de pontos-de-venda é eficiente para coibir o uso de álcool nessa população vulnerável.

Fonte: Folha de S. Paulo

Beber socialmente também causa danos
Pessoas que bebem apenas socialmente, mas com bastante freqüência, apresentam o mesmo tipo de dano cerebral de alcoólatras que tiveram de ser internados, anunciaram ontem pesquisadores americanos da Universidade da Califórnia em São Francisco (UCSF).

A pesquisa analisou homens que beberam em média 100 drinques ao mês durante pelo menos três anos. Para as mulheres, foi considerada a média de 80 drinques ao mês. A definição de drinque é normalmente uma dose de bebida destilada, um copo de vinho ou uma lata de cerveja. Dieter Meyerhoff, da UCSF, e colegas examinaram 46 pessoas com esse perfil de consumo e 52 pessoas que bebiam com menos freqüência. Os cientistas analisaram as estruturas do cérebro com ressonância magnética e também quantificaram substâncias químicas associadas ao funcionamento saudável do cérebro.

Foram aplicados também testes-padrão para avaliar a capacidade cerebral. "O que nossas descobertas indicam é que o dano cerebral é detectável em consumidores de álcool freqüentes que não estão sob tratamento e que funcionam relativamente bem em sociedade", disse Meyerhoff. Ele afirmou que o estudo mostra evidências de prejuízo cerebral, apesar de os consumidores não perceberem.

Fonte: A Tarde Online

 


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            Governo

Hoje eu dirijo
- O encarte alerta a população sobre os perigos de combinar bebida e direção e oferece dicas sobre os efeitos do álcool e os benefícios da moderação, com os resultados de uma pesquisa feita na Inglaterra sobre o assunto.

campanha hoje eu dirigo


Seja amigo da garrafa
- Para orientar os consumidores sobre a utilização adequada das garrafas de vidro de cervejas e refrigerantes, evitando acidentes durante o manuseio, as cervejarias, fábricas de refrigerantes, vidrarias e supermercados promovem, desde 1998, a campanha Seja amigo da garrafa. A iniciativa conta com a participação do Sindicerv (cerveja), da Abir (refrigerantes), da Abividro (vidrarias) e da Abras (supermercados), que estão cumprindo os compromissos assumidos pelo setor, expostos no Código de Auto-regulamentação para Bebidas Acondicionadas em Garrafas de Vidro, divulgando-o para todos os envolvidos na cadeia produtiva das embalagens de bebidas. As peças da campanha - cartazes para os pontos-de-venda e folders para a distribuição aos consumidores - reúnem recomendações como: "Só guarde a garrafa cheia de pé", "Não deixe as crianças carregarem garrafas, nem cheias nem vazias" e "Tome cuidado especial ao carregar as garrafas no carro".

Fonte: SINDICERV

 


       Idéias/Projetos
  Propagandas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu ontem o último passo para instituir novas regras para a propaganda de bebidas alcoólicas na televisão e no rádio. Uma audiência pública com representantes do governo federal e dos fabricantes de bebidas debateu ontem pontos polêmicos sobre o assunto. A Anvisa deve aprovar a resolução no início de 2007, mas a batalha poderá terminar na Justiça.

Atualmente, os comerciais de cerveja podem ser exibidos a qualquer hora. Por decisão própria, os fabricantes resolveram não veiculá-los nos intervalos de programas para jovens, como Malhação, a novela juvenil da TV Globo. "A regulamentação será fundamental para conter o uso abusivo do álcool, principalmente entre jovens", diz Maria José Fagundes, gerente de Fiscalização de Propaganda da Anvisa.

Pela proposta da Anvisa, as propagandas de bebidas com teor alcoólico a partir de 0,5%, como as cervejas, não poderão apresentar cenas de pessoas bebendo o produto. Muito menos associar o efeito do consumo a estereótipos de sucesso e de integração social. Também ficará proibido o uso de recursos gráficos e audiovisuais do universo infanto-juvenil, como fazem os comerciais que mostram jovens felizes na praia bebendo cerveja. A idéia é mostrar, logo após os comerciais, avisos sobre os males da cerveja e os problemas de saúde e suas conseqüências, como ocorre atualmente nas embalagens de cigarro. O horário de exibição ficará restrito entre 20h e 6h para esse tipo de produto.

Fonte: Correio Brasiliense, 05/12/2006


Mundialmente Famosa

Organização Mundial de Saúde (OMS) garante que o Brasil é um dos países que mais consome álcool no mundo. A Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) divulgou, recentemente, uma pesquisa nacional. O levantamento mostra que 12,3% das pessoas com idades entre 12 e 65 anos são dependentes de bebidas alcoólicas.

Em 2004, essa taxa era 11,2%. Os dados também apontam o aumento do consumo de álcool entre jovens com idade entre 12 e 17 anos. "A regulamentação será uma das medidas mais eficazes para reduzir esses números", ressalta Paulina Duarte, da Senad.

A regulamentação da propaganda de bebidas, segundo Paulina, é apenas uma das medidas que o governo vai tomar para reduzir o impacto que o consumo de álcool na segurança pública, na saúde e na previdência social. No Congresso Nacional, há pelo menos 120 projetos com medidas para coibir o consumo de bebida, desde a proibição de comerciais de qualquer natureza à restrição de vendas em locais em que há a presença de jovens, como bares, boates e supermercados.

Pessimista, a indústria de cerveja já se prepara para tentar derrubar as medidas do governo na Justiça. O superintendente do Sindicato Nacional dos Fabricantes de Cerveja (Sindicerv), Marcos Mesquita, argumenta que vários estudos mostram que os comerciais de bebidas não fazem o consumo de cerveja aumentar no Brasil nem tem como objetivo conquistar novos bebedores. "O público de cerveja já está formado. Os anúncios têm como finalidade apenas ‘roubar’ o público de uma marca para outra", ressalta Mesquita. Ele defende que o governo invista em programas de conscientização.

Fonte: Correio Brasiliense, 05/12/2006

 

 

 
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A cerveja pode combater doenças?
a ingestão da cerveja, pode auxiliar a combater infecções e a bloquear processos inflamatórios
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Bar BRAHMA sp
O Bar Brahma, fundado pelo alemão Henrique Hillebrecht em 1948.

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Equipe Cervejas e Cervejarias